Avaliando o inÃcio das atividades no pólo de Três Cachoeiras 
Sempre que iniciamos uma atividade ficamos ansiosos por começar a colher os frutos. No pólo de Três Cachoeiras não foi diferente. Atuar como tutora neste pólo possibilitou-me conhecer uma nova realidade, com suas especificidades e singularidades. Após 17 dias de atividades acredito ter chegado a hora de parar e rever tudo que foi construÃdo, rever as (in)conclusões também, refletir sobre o caminho percorrido e os desafios futuros. É isto que pretendo fazer, reconstruir tudo que foi vivenciado até então.
No primeiro dia em que conheci o grupo de cursistas percebi que seria um grupo diferente. E hoje posso afirmar que não me enganei. A caminhada desse grupo, de modo geral, tem sido muito rica em aprendizagens. Paulatinamente os aluno têm se apropriado das ferramentas de trabalho e se aventurado a utilizá-las.
Na primeira semana tudo era novidade. Para muitos foi o primeiro toque no computador, no mouse, etc. Para outros a primeira vez que souberam da existência do e-mail, do blog, do chat...Tantas novidades que encantavam e ainda encantam desse grupo.
Vejo como oportuno comentar algumas cenas mais significativas deste processo muito novo também para nós tutores.Contudo, não citarei nomes.
- No quarto dia de curso recebi um e-mail muito emocionado de um aluna que dizia só estar no curso porque no encontro anterior eu havia lhe dado atenção e lhe ajudado na criação do blog.
- Em um dos encontros presenciais recebi abraços calorosos de duas alunas que estavam muito felizes porque eu havia respondido seus pedidos de ajuda via e-mail.
- Ao longo das últimas semanas tenho trabalhado no msn com duas cursistas que estão criando páginas no pbwiki pessoal.
- Tenho recebido alguns e-mails de aluans agradecendo pela oportunidade que a UFGRS está lhes dando de fazerem este curso a distância. Comentários como estes também são percebidos nos blogs da maioria dos cursistas que se sentem honrados por serem alunos desta universidade.
- Cenas emocionantes não faltam: no segundo dia de atividades no pólo, tive o prazer de ajudar duas cursistas a manusearem o mouse. Segurei nas suas mãos e fomos vagarosamente "domando o bichinho" como me disseram.
- Só quem esteve lá no pólo pode lembrar do dia em que a professora Marie Jane falou para os cursistas que teriam que se deslocar até o campus em Porto Alegre para fazerem os cartões de identificação da universidade. VÃamos nos olhos deles a emoção por tudo que estava acontecendo. Uma das cursistas, vibrava e seu corpo todo estava em sintonia, tremendo, mas não de medo, sim de alegria.
- Tenho estado conectada com as cursistas até mesmo no final de semana, quando muitas vezes apenas querem dicas para melhorarem os blogs.
Claro que no grupo encontramos alguns cursistas ainda temerosos com o que está por vir. Não sabem se darão conta, se conseguirão realizar as atividades. Outros ainda não se deram conta, diante de tanta novidade, do que realmente é o PEAD. Ainda não estão compreendendo que terão que dedicar 20h semanais para o curso. Mas tudo é questão de tempo, logo se habituarão e conseqüentemente, se organizarão.
Vejo que é importante falar sobre as dificuldades também. Agregado à s dificuldades de domÃnio tecnológico está o problema das máquinas do laboratório,algumas estão lentas demais e isto tem sido um aspecto negativo, tem gerado um sentimento que não querÃamos que surgisse, a revolta (descontentamento) por não conseguirem terminar e muitas vezes nem começar as atividades. Sabemos que este é um sentimento normal. Quem de nós não ficou furioso diante de um computador que não quuis trabalhar? Pensemos agora esta fúria acontecendo com alguém que nunca tinha tocado num computador e tem seus primeiros contatos marcados pela angústia de não conseguir acompanhar o grupo ou ter que esperar um amáquina desocupar para dar conta do solicitado. Infelizmente, alguns cursistas em um encontro acabaram desistindo de esperar e foram embora.
As dificuldades sempre aparecerão. Se pudermos contorná-las melhor será. Fazendo um balanço deste começo posso afirmar que a força de vontade e a vibração dos cursistas têm sido o diferencial. E esta garra demonstrada tem marcado o crescimento de cada um. Estão animados, cheios de expectativas, ainda em processo de reconhecimento de tudo (ferramentas de trabalho, realidade do ensino a distância etc.).
Vejo que o desafio que teremos será o de contribuir para a construção da autonomia por todos. Como todo o inÃcio no desconhecido estão super dependentes dos tutores do pólo, da sede, dos professores. Estão se situando, fazendo descobertas. O hábito de acessar o ambiente virtual, o ROODA terá que ser incentivado por nós e isto também está relacionado com a percepção da importância deste ambiente para o andamento do curso.
Como tutora, penso que o acompanhamento sistemático dos cursistas deverá ser uma meta semanal, diária. E acompanhar com qualidade, valorizando seus saberes, suas práticas, propondo novas reflexões, olhar atentamente para suas produções no ambiente e fora dele para que consigamos mapear a participação real deste aluno. E ter a sensibilidade de perceber quando este aluno está com dificuldades, quando está desestimulado, enfim, dar suporte e continuar estabelecendo uma relação de segurança e respeito com todos, acreditando em seus potenciais.
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